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Estamos num momento histórico onde as mudanças socioeconômicas estão ocorrendo numa velocidade muito maior do que é possível para as escolas, empresas e governos acompanharem. Além disso, o poder e a riqueza estão mudando de mãos. Até mesmo a religião está sendo “resignificada”. O agente dessas mudanças somos nós e a força das nossas redes de relacionamentos. Um fenômeno chamado Mídia Social está alterando a política mundial, a gestão dos negócios, a publicidade, a aprendizagem, o sistema todo de saúde, o movimento socioambiental, a cultura e a imprensa mundial. Isso, obviamente, está alterando o mundo como o conhecíamos. As escolas, lamentavelmente, estão longe desse processo. Elas estão na contra mão de fazer o que é necessário para preparar seus alunos para essa nova realidade. Em minha opinião, a maioria delas, é uma perda de tempo, humor, saúde e dinheiro. A ponta dessa mudança é a Imprensa! Cabe a ela se adaptar e informar, o mais rápido possível, sobre essa nova consciência e a importância (e responsabilidade) de cada um de nós.

A Imprensa está passando pela nova realidade da web 2.0 e sentindo seus efeitos na pele, no papel, nas redes, nas ondas e micro ondas. Quem estiver parado discutindo sobre quem é jornalista ou não, sobre diplomas, reservas de mercado, validade do blog, sobre fronteiras entre mídias, se o jornal físico vai morrer ou não… está perdendo um tempo precioso! Mesmo questões sobre privacidade e direito autoral já estão quase mortas. As questões são outras: reputação, colaboração, mídias sociais, experiência do leitor, comunicação interativa, fãs, cidadania, identidades, tribos, cultura de transparência, responsabilidade com o planeta e seus habitantes. Para essas questões, e muitas outras que virão, ainda não há respostas fáceis. Temos só um vislumbre baseado na pouca experiência que tivemos nesses últimos anos. Tudo está mudando na imprensa, das agências de notícias até os múltiplos formatos dos veículos.

Vamos começar, por exemplo, com quem lê o que. Uma coisa é a importância e a idoneidade do veículo, outra é quem está lendo – de verdade – o que está escrito, dito ou visto nele. A colunista Kathleen Parker do Washington Post afirmou, numa coluna (Folha de São Paulo 07/11/08 – A12) , que ninguém lê a “The Economist”, independente do contexto… ela tem razão e todo mundo sabe disso. Ou seja, a revista de economia mais importante do mundo não é lida por “ninguém”. Temos muitos exemplos de momentos em que a imprensa divulgava uma coisa e as pessoas acreditavam em outra. O caso mais comentado, do boca a boca superando a imprensa é a do PCC em maio de 2006 em São Paulo. Apesar de ter sido a própria imprensa que instaurou o pânico, ela não conseguiu mais divulgar que estava tudo bem. A população através da mídia social (telefone, boca a boca, e-mail, Orkut, etc) divulgou o oposto e as conseqüências, todo mundo sabe quais foram. Outro caso chocante foi a negligência da imprensa com o Pangea Day em maio de 2008. Senti tanta vergonha de ver a imprensa, desculpem a expressão, “de quatro” diante do caso Isabella. Um dos maiores eventos mundiais pela paz, sendo que o Brasil foi um dos países a ter a honra de participar diretamente, foi totalmente ignorado para dar lugar a semanas de destaque para quem matou a Isabella… vexame inacreditável! Mas as mídia social agiu e fez com que milhares de pessoas assistissem o evento.

Na minha opinião, esse jornalismo está com os dias contados e não por causa da conscientização de nós leitores, mas pela falta de verba para manter esses veículos. Sim, cada vez mais as pesquisas estão mostrando que as propagandas publicadas nesses veículos estão diminuindo em credibilidade. Os consumidores estão cada vez mais influenciados pelas mídias sociais. O jornalismo vai acompanhar isso, com certeza, mas ainda estamos no estado da arte e ninguém… ninguém ainda conhece esse assunto! Somos todos aprendizes da web 2.0.

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