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Posts Tagged ‘Marina Silva’

 

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e… onde estamos?

O primeiro Golpe Militar foi em Novembro de 1889 e levamos 5 anos para eleger o primeiro presidente da República. Em 64 a ideia também era essa, devolver a presidência em 66, porém… sempre tem um porém, levamos 25 anos (do Golpe) para eleger nosso presidente. A eleição ocorreu 6 dias após a queda do muro de Berlim. O vencedor foi o Collor… lembrando que em 85 foi eleito indiretamente o Tancredo Neves… porém, pois é porém… quem assumiu foi o Sarney. Vale também lembrar que em 1993 fizemos um plebiscito para definir se queríamos o regime Republicano ou Monarquista, regido por um sistema presidencialista ou parlamentarista. Foi somente em 1994 (30 anos depois) que o Brasil, na minha visão, começou a trilhar um novo rumo. “Porém”… os últimos anos foram muito tristes em relação as nossas riquezas. O meio ambiente foi agredido de uma maneira que entrará para a história como um dos piores momentos desse século. Quem está acompanhando de verdade o andamento das mudanças climáticas sabe do que estou falando. A questão da corrupção nunca esteve tão escancarada e sem qualquer pudor. A política está completamente desacreditada… o Rei está nú! O turismo poderia ser uma ótima fonte de recursos, mas nossos números são ridículos. Na educação estamos em 88º lugar no mundo.

O que podemos esperar para as eleições daqui a 6 meses? Um milagre? Já imaginou se o Fernando Henrique e a Marina Silva saíssem como candidatos à presidência. Sim teríamos uma esperança de um Brasil melhor! O que fazer em relação à Copa do Mundo? Deixar o coração livre e torcer para que o nosso verde-amarelo vença? Ou respirar fundo e agir de forma cívica para que o pão e circo não encubram os atuais mandos e desmandos? Como ficou a manifestação de junho de 2013? Ainda tem alguma brasa ardendo?

Hoje 1 de abril de 2014 estamos tirando dos baús os acontecimentos que ocorreram há 50 anos atrás e até hoje vivemos suas consequências. O primeiro período de 64 até o AI5 que em 68 instaurou a fase mais negra da nossa história e depois de 78 onde se iniciou um retorno lento à democracia. O que é Democracia? Quem realmente sabe o que é isso? Li um artigo interessante, apesar de tendencioso, na The Economist que tem como título: “O que deu errado com a Democracia?” http://econ.st/Oc1HZ9. Nos faz pensar, assim como varias leituras que estão pipocando nas livrarias. Acabo de ler o “Minha Vida de Terrorista” do Carlos Knapp que nos convida a uma viagem pelos 10 anos (69/79) em que se viu na clandestinidade do Regime Militar. Muito bom! São tantas histórias, tantos lados da história… Como será contada a história que estamos vivendo agora, daqui a 50 anos?

Alan Dubner

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O novo encontro da Nova Política com a Marina Silva, em 27/10/2011, promovido pelo IDS (Instituto Democracia e Sustentabilidade) com o tema Política 2.0 foi uma afirmação de que as Eleições de 2012 terão as mídias sociais como importante fator de decisão. Ricardo Young abriu o evento com uma fala forte de estamos vivendo um momento histórico. Fez uma retrospectiva e abriu para a divulgação da pesquisa “Política Cidadã” deu o pano de fundo para o debate mediado pelo Ricardo Abramovay com a presença da Carla Mayumi que trouxe ótimos elementos da pesquisa “Sonho Brasileiro” realizados com jovens para entender como “enxergam” o país e sua atuação no futuro; Giuseppe Cocco que trouxe elementos sobre o papel da corrupção e suas relações com a política e a sempre inspiradora Marina Silva que simboliza a possibilidade dessa Nova Política. Foram também convidados a entrar com 5 minutos no debate Eduardo Rombauer, Oded Grajew, Chico Whitaker, Ladislau Dowbor e outros que deram boas contribuições. Mais um passo foi dado rumo à Nova Política. Estamos fazendo história! Perguntou-se muito sobre o “como” podemos agir… vejam o depoimento final da Marina Silva. Desculpem acabou a bateria nos últimos 30 segundos de sua fala. Vamos à NOVA POLÍTICA!

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42% dos eleitores não votaram nem na Dilma e nem no Serra. Eles definirão os resultados para o segundo turno!

Eu tinha certeza que as mídias sociais definiriam as eleições deste ano. Errei feio! O que aconteceu? Seria fácil tentar achar alguma desculpa “esfarrapada” de que o Brasileiro não está pronto (porque ainda vota em Tiririca) ou de que os institutos de pesquisa ainda conseguem induzir o eleitorado para o lado de suas “previsões” (profecias auto-realizadas). Mas a verdade é que fomos incompetentes em formar redes que liderassem esses movimentos nas mídias sociais. Não estou tirando o mérito das centenas de iniciativas que fizeram a Marina Silva ser a estrela dessa eleição. Estou apenas me referindo ao tempo (timing) que seria necessário para que a tivessem conduzido ao segundo turno. Impossível apressar as sementes! Elas deveriam ter sido plantadas, com a motivação dos últimos 60 dias, no ano passado para obterem seus frutos nesse ano. Já pensaram o que seria ter a Marina no segundo turno? O importante é que essas sementes ainda estão germinando e produzindo florestas. Acredito num Brasil melhor liderado por seus cidadãos! Essas eleições estão sendo o primeiro passo de um movimento (sem volta) que vai renovar os políticos e suas instituições. Uma Nova Política!

Tenho certeza que mesmo àqueles que deixaram de votar no que seu coração dizia para escolher racionalmente (ou irracionalmente) um candidato mais “vantajoso”, deve estar revendo seus valores internos. Deve estar até revendo a sua “matemática” por ter, ingenuamente, acreditado no voto útil.  Teve até quem chegasse a dizer, por total falta de informação, que o vice da Marina era um “capitalista selvagem” (recomendo matéria do Marcos Sá Corrêa na revista Piauí de Setembro). A festa é da Marina Silva e daqueles que acreditaram num movimento e não num candidato. O Brasil é governado por muitas pessoas, grupos e instituições. Será cada vez mais governado pelo cidadão. Já começou!

Entenda os números do resultado das eleições desse ano. O Brasil tem 135.804.433 eleitores, dos quais 35,08% votaram na Dilma; 26,76 % não votaram em ninguém; 24,39% votaram no Serra; 14,46% na Marina e menos de 1% nos outros 6 candidatos.

O que isso quer dizer? Estamos em busca de uma Nova Política?

Desmembrando os números:

135.804.433 total de eleitores

Lembrando que estamos falando de uma população total de mais de 192 milhões de habitantes.

24.607.571 abstenções 18,12%

3.479.255 brancos 3,13%

6.123.858 nulos 5,51%

Ou seja a maioria dos 26,76% de eleitores Brasileiros escolheram não votar em algum candidato para a presidência!

47.649.079 votaram na Dilma  35,08% dos eleitores (46,91% dos votos válidos)        

33.130.514 votaram no Serra 24,39% dos eleitores (32,61% dos votos válidos)        

19.636.000 votaram na Marina 14,46% dos eleitores (19, 33% dos votos válidos)        

     886.800 votaram no Plinio 0,65% dos eleitores ( 0,87% dos votos válidos)        

     283.253  votaram nos outros 5 candidatos 0,21% dos eleitores ( 0,28% dos votos válidos)    

Tudo isso para dizer que estamos falando de um contingente de eleitores que irá decidir o segundo turno. Trata-se de 42,08% que pode votar ou não em um dos candidatos.

Temos mais 27 dias para nos MOVIMENTAR!!!

Boa sorte à todos nós, ao Brasil e ao planeta!

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Publicado em 05/11/2009 no itu.com.br

Tenho certeza que a Mídia Social vai definir as eleições de 2010. Essa frase é parecida com uma afirmação que fiz, em julho de 2008, onde eu usava a palavra “Internet” no lugar de “Mídia Social”. Apesar da opinião dos nossos principais especialistas em política, que estavam no evento “Efeito Obama” em meados de outubro, eu acredito que teremos no Brasil um impacto parecido com o das eleições americanas de 2008. Os analistas políticos colocam muitos “porém”, “por causa disso ou daquilo”, mas na verdade não sabem do que estão falando porque ninguém sabe. Se você conseguir ir até o final desse texto terá uma boa ideia do porque dessa minha certeza.


Eleitorado Adormecido
Vamos começar pelo final, daqui a 11 meses, no dia 4 de outubro de 2010. Os eleitores Brasileiros vão escolher, através de suas próprias consciências, o que fazer. Primeiro devem avaliar se vão votar ou justificar, depois definir se há um candidato de sua preferência (mesmo os que não votarão). Essa simples equação terá passado por um complexo sistema de decisão até chegar na ação de votar.
 
Agora vamos voltar para trás e perceber claramente porque a mídia social vai alterar a balança em seu favor. Na última eleição presidencial o Lula obteve 46.662.365 votos no primeiro turno enquanto o Alckmin 39.968.369. Percebam que a diferença entre eles foi de 6.693.996 votos. As pessoas que resolveram anular o voto somaram 5.957.207 votos, apenas 736.789 a menos que a diferença. Outros 2.866.205 votaram em branco. O que realmente surpreende são os eleitores que optaram por não ir às urnas, 21.092.511.
 
No segundo turno não foi muito diferente: 23.914.714 de eleitores não compareceram às urnas, 4.808.553 anularam seu voto e 1.351.448 votaram em branco. Nas eleições anteriores (2002) também não foi diferente. Tivemos, no primeiro turno, 20.449.690 de eleitores que resolveram não votar enquanto o Serra recebeu apenas 19.705.061 de votos, além dos 6.976.107 votos nulos e 3.873.720 brancos. No segundo turno não compareceram às urnas 23.589.188 de eleitores enquanto 3.772.138 anularam e 1.727.760 votaram em branco.
 
Em 1998 foram 22.802.823 abstenções enquanto o Lula recebeu apenas 21.475.211 votos. As abstenções mais os nulos (8.887.091) e os brancos (6.688.371) somaram 38.378.285 enquanto Fernando Henrique Cardoso venceu a eleição, no primeiro turno com 35.936.382 votos.
 
Em 1994 as abstenções, nulos e brancos somaram 31.409.533. Enquanto Lula recebia 17.126.291 votos, FHC venceu com 34.377.198 votos. Ou seja, há um gigantesco espaço de insatisfação com o atual modelo político que leva um grande contingente de pessoas a anular o voto, deixar em branco e principalmente nem comparecer para votar.
 
Se as pessoas realmente se motivarem a ir às urnas, se aqueles que protestam anulando seu voto encontrarem alguém merecedor, se os indiferentes perceberem a diferença e os jovens de 16 e 17 anos aderirem ao movimento… Ficou clara a diferença que pode fazer a mídia social através de um movimento colaborativo com um candidato que possa ser um símbolo dessa nova política?

Primeira Pegada
Em junho desse ano, atravessando a Serra da Bocaina com um grupo de amigos ambientalistas, eu tive 4 dias para explicar o que era Mídia Social e porque teria uma importância tão grande nas eleições de 2010. Normalmente, tenho apenas 1 hora numa palestra ou mais algumas em reuniões e conversas, mas ali estávamos em outro ambiente, em outro tempo. Entre as minhas questões para o Brasil estava o fato de que, tristemente, os candidatos conhecidos não tinham o perfil para ativar a Mídia Social. Lamentei também que, aparentemente, não estavam vendo o poder dessa ferramenta de cidadania e estavam sendo orientados por profissionais que não sabem o quanto não sabem. Falei que não me surpreenderia se aparecesse alguém totalmente novo que já vinha se preparando desde o início do ano e não aparecia no radar. Aquele diálogo fez com que um deles entendesse claramente do que se tratava e disse que existia um candidato com esse exato perfil: a Marina Silva.
 
Importante registrar que isso aconteceu no dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho) a 1.600 metros de altitude no Pico do Gavião do Parque da Serra da Bocaina.
 
Demorei a entender porque a Marina Silva poderia ser “a” candidata. Já tinha recebido alguns e-mails de pessoas fazendo algum tipo de campanha com o nome dela. O maior problema era ela ser do PT, que além de representar justamente o que precisa ser mudado, tinha muitos pontos impossíveis de contornar para contarmos com a Mídia Social. Quanto mais eu entendia quem era a Marina, mais claro ficava que ela era “a” pessoa para representar esse movimento. Só o que ela já produziu de ações de sustentabilidade para o cenário dos candidatos e do país já lhe permite receber créditos pelas suas pegadas ecológicas. 
 
Hoje acredito que temos uma ótima possibilidade de agregarmos todas as tribos e juntos co-construirmos um Brasil de muitos “Brasis”, cuidado por todos nós. Essa eleição extrapola as fronteiras nacionais. Ela é importante para todo o planeta. Que a miopia, temporária, dos especialistas políticos não nos desanime de “entrar nessa” agora mesmo!

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