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Algo muito importante está acontecendo, hoje, na Educação: Aprendizagem através das mídias sociais! Será que é mais uma dessas modas que alguém coloca um nome diferente para algo que sempre existiu? Será que essa ideia veio de empresas que querem nos vender computadores e softwares? O que isso tem a ver com a Internet?

 O grande problema na Educação de hoje é que os alunos são do século XXI (óbvio), os professores do XX (também óbvio) e o conteúdo do XIX (não tão óbvio), modernizado. Em vez de ficarmos (nós do século XX) na discussão do que é ou do que não é… devemos avançar para o que já conquistado em termos de aprendizagem.

 Ao contrário do que muitos educadores (ainda) pensam, se o Paulo Freire estivesse por aqui seria um dos mais seguidos no Twitter, o Darcy Ribeiro anunciaria o Café História pelo seu Facebook, o Ning do Anísio Teixeira seria a rede que mais criaria sub-redes, o site tupinanba.com.br criado e mantido por Florestan Fernandes estaria fazendo ranking de professores/diretores pela avaliação direta dos alunos. Com certeza ninguém ouviria um Lourenço Filho ou um Gustavo Capanema (educadores nascidos no século XIX) dizer que não tem idade para esse “negócio de Internet”.

 Se a aprendizagem está acontecendo, qualquer educador deveria olhar com carinho para o que a está possibilitando. A Escola deveria estar “revisitando” o significado da aprendizagem, “resignificando” sua própria aprendizagem e produzindo uma aprendizagem “verdadeiramente” significativa.

Muito coisa está sendo feita nessa direção. Vejam, por exemplo, o que vem sendo feito na India. Um projeto (1999), chamado Buraco na Parede (Hole-in-the-wall), criado por Sugata Mitra que simplesmente abriu um buraco no muro entre a Universidade e uma favela em Nova Deli. Do lado da favela era possível ver a tela e acessar o teclado. Sem qualquer orientação os moradores da favela, principalmente as crianças, foram aprendendo a utilizar os recursos e os resultados, na aprendizagem, foram surpreendentes. Nasceu o conceito de que as crianças aprendem por si mesmas sem uma interferência direta (Minimally Invasive Education). Simples não é?

Outra leitura obrigatória para qualquer educador interessado em aprendizagem é o “A Escola que Aprende” do Peter Senge. Se gostar leia também o “Presença” do mesmo autor. Veja em um artigo que publiquei em 2007  outras dicas de leituras.

 Temos muitas coisas boas acontecendo na Educação, um número maior de educadores precisa entrar nessa rede. Comece pela rede dos “Românticos Conspiradores” (http://romanticos-conspiradores.ning.com) com a presença do nosso querido José Pacheco entre outros que acreditam na educação como uma forma de transformar o Ser do ser humano. Entre nessa!

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