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2014

O que foi esse ano de 2014? Quando será que terminará? Quando conseguiremos ter a distância suficiente para compreendê-lo? Foram muitos anos dentro do mesmo ano!

Não aconteceu NADA e aconteceu TUDO! Parece que nada mudou, mas na verdade tudo mudou!

Para ilustrar o que foi esse ano no Brasil, a melhor imagem foi o primeiro gol que fizemos nessa Copa do Mundo! O gol que inaugurou a Copa 2014 foi marcado por nós… gol contra! O único gol contra do Brasil em Copas do Mundo foi logo ser em casa? O gol contra esteve presente o ano todo em nosso país. Fizemos gol contra a Petrobras, as eleições, a Amazônia, a justiça, a mídia, a água, o combate à corrupção, a natureza, a transparência e mais uma dezena de casos emblemáticos desse ano. Quem imaginaria, que em 2007, quando festejávamos a confirmação do Brasil para sediar a Copa do Mundo, que viveríamos um dos mais vergonhosos momentos da história? Quem imaginou que a imagem do Brasil no mundo seria a pior possível… antes, durante e depois da Copa? Por quê? Para que? E principalmente para quem? Padrão FIFA? Brasil, Qatar e Rússia…

E quanto às eleições? O que foi aquilo? Há muitos anos não vivemos momentos de tanta degradação, vergonha e falta de respeito na política. Foram ultrapassados todos os limites da decência! Teve fraude nas urnas eletrônicas? E nas pesquisas? Esse “vale tudo” rebaixou a atual política e políticos para um patamar que dificilmente se sustentará nas próximas eleições. A Política vai mudar! Os jovens vão ocupar a política! Muitos daqueles que não ligavam para política, a partir dessa eleição, vão ter que se ligar. Mas o pior dos momentos foi a decepcionante realidade de um amigo, parente ou formador de opinião defendendo a candidatura de tudo aquilo que você abomina. Como fica? E agora José? Será que essas feridas vão cicatrizar, ou teremos uma segunda rodada com “tá vendo” ou “te disse”? Isso doeu! Em alguns casos será irreversível!

Lá fora também tivemos acontecimentos inacreditáveis em 2014. O Ebola, o sumiço do voo 370 da Malásia Airlines, a eleição na União Europeia, a queda do Rublo Russo, conflitos na Ucrânia, crescimento do terrorismo do Estado Islâmico, 270 meninas raptadas na Nigéria, pouso do robô Philae num cometa, 43 estudantes “desaparecidos” no México, julgamento do Oscar Pistorius, as mulheres de François Hollande, morte do Robin Williams, o Nobel para Malala Yousafzai, a simpatia do Lukas Podolski (jogador alemão), aproximação entre Cuba e EUA, “A Entrevista” filme da Sony, IPO da chinesa Alibaba, conflitos em Gaza, ascensão e queda de Eike Batista e muito mais acontecimentos inusitados nesse mesmo ano.

A parte boa de tudo isso é o que aprendemos e apreendemos de 2014. Primeiro que as mudanças climáticas são uma realidade gritando à nossa porta. Espero que os mais céticos se envergonhem de ter passado tanto tempo não acreditando que a humanidade contribuiu significativamente para essas mudanças climáticas. As campanhas políticas não tem mais como funcionar nessa baixaria orquestrada por uma comunicação antiética e desonesta. A corrupção não está mais tão impune, pequenas conquistas foram adquiridas. O sistema educacional está insustentável e, portanto , cabe uma mudança.

Sei que nada será como antes
Qualquer dia a gente se vê
Sei que nada será como antes… amanhã!

Aliança pela Água

aguasp

“Em meio à pior crise hídrica da história do Estado de São Paulo, soluções fundamentais foram deixadas de lado na conversa entre Alckmin e Dilma. “Aliança pela Água” critica pacote bilionário de obras que não apresenta plano de emergência, não ataca as causas da falta d’água nem garante níveis seguros dos reservatórios para o próximo período de estiagem.”

Esse é o início do texto publicado ontem (12/11) pela Aliança pela Água. A Aliança é uma coalizão de sociedade civil para contribuir com a construção de segurança hídrica no Estado de São Paulo, por meio da coordenação das várias iniciativas já em curso e da potencialização da capacidade da sociedade de debater e executar novas medidas. A partir do projeto Água@SP, apresentado em 29/10, nasceu essa iniciativa. Veja o projeto, o texto lançado ontem e as demais informações no site http://aguasp.com.br

A questão da água é bem complexa e envolve muitas camadas de entendimento. Questões políticas, comerciais, saúde pública, direitos humanos, desmatamento, vazamentos, consumo real, consumo virtual, matriz energética, corrupção, cidadania, educação, pegada hídrica, conscientização, irrigação, rios voadores e muitos outros itens em que cada um deles daria um livro inteiro para explicar a complexidade. Tudo isso se dissolve na percepção das pessoas e nas narrativas construídas para defender um ou outro interesse… legítimo ou não.

Recomendo fortemente o livro da Maude Barlow (Água: Futuro Azul) que dá uma perspectiva atual do que estamos vivendo e quais os principais desafios do futuro. Ela escreveu um livro em 2002 (Ouro Azul) em que foi produzido um documentário muito bom (http://youtu.be/mQyoUDfhFVo).

A COP 20 (http://www.cop20lima.org) começa em 20 dias em Lima no Peru e o tema da Água deveria ser um dos mais importantes.

Por último se ainda houver interesse pela densidade do tema vejam esse filme de 2008 “Flow: Por Amor a Água” http://youtu.be/7qpzeoIp_2E

A Aliança para Água faz uma crítica aos investimentos anunciados:

“O conjunto de intervenções apresentado não resolve a crise atual, é fazer mais do mesmo, ou seja, novas e caras obras que não contemplam medidas estratégicas para criar segurança hídrica.

Até o momento não foi apresentado um plano de contingência que demonstre como vamos chegar em abril de 2015 em situação segura para encarar o próximo período de estiagem.

Não foi feita qualquer menção sobre recuperar e cuidar dos mananciais existentes (restauração florestal, ampliação de parques, pagamentos por serviços ambientais).”

 

Cada iniciativa, por menor que seja, deve se juntar a essa Aliança. Acompanhem de perto essa empreitada. O objetivo de curto prazo é chegar a abril de 2015 em situação segura para enfrentar mais um período de estiagem. #aguasp

Em outras mídias:

Mercado Ético: http://bit.ly/metico1

Envolverde: http://bit.ly/envolv1

Instituto Socioambiental: http://bit.ly/socioamb1

Entrevista da Marrussia Whately para o jornalista Mario Sergio Conti http://bit.ly/maru01

Mito ou Realidade

Começo dizendo que não entendo nada desse assunto e nem tenho opinião formada a respeito. Por outro lado depois de dar uma pesquisada, fiquei preocupado com a possibilidade e gostaria de compartilhar com outros que pudessem olhar além da aparente “teoria da conspiração”.

Sempre me orgulhei de que éramos o primeiro e único país a ter um sistema eleitoral totalmente informatizado e seguro. Recebemos visitas de técnicos do mundo todo para aprender com a gente. O resultado, no entanto, foi a de que nossas urnas eletrônicas não eram seguras. A maior questão é quanto à impossibilidade de auditoria e a ausência do voto impresso.

Apesar de existir um vasto material sobre esse assunto, raramente ele é tema de discussões durante as eleições. Seguem alguns links para quem quiser “ficar de olho” na ferramenta que vai anunciar o futuro do Brasil.

Uma boa notícia é o Você Fiscal, participe com um gesto simples e muito eficaz para ajudar a fiscalizar a Democracia: http://www.vocefiscal.org/

Entrevista feita em 04/10/2012 com o Engº Amilcar Brunazo Filho e o Prof. Pedro Antônio Dourado de Rezende, abordando falhas referentes à urna eletrônica e ao sistema eleitoral brasileiro. http://youtu.be/0KLuHUERpRk

Importante depoimento da advogada eleitoral Dra. Maria Aparecida R. Cortiz que fala (15/09/2014) das vulnerabilidades que foram encontradas nos programas que serão utilizados nas urnas eletrônicas nas eleições de 2014. Assistam esse depoimento! http://youtu.be/zZiysJxvNlI

Nosso sistema de votação é seguro? “Num país onde se desvia merenda escolar, se rouba remédio popular e se desnaturam emendas parlamentares, a prática política assegura o direito ao silêncio premiado, mas impede a delação premiada, causa-me estranheza que tenhamos adotado o modelo eletrônico de votação, sem maior debate ou cuidado. Já foram praticados inúmeros crimes de apropriação indébita eletrônica, sem maior divulgação. Soa-me, portanto, ingênuo não debater essa questão.” Luiz Roberto do Nascimento Silva http://oglobo.globo.com/opiniao/nosso-sistema-de-votacao-seguro-11387164

Site (bem completo) sobre as fraudes nas urnas eletrônicas http://www.fraudeurnaseletronicas.com.br

Em 2009 foi sancionada uma lei que a partir de 2014 as urnas imprimiriam cada voto e seriam depositados automaticamente numa urna lacrada. Depois da contagem eletrônica geral dos votos seriam sorteadas 2% das urnas para uma contagem manual desses votos, evitando assim possíveis fraudes. A lei foi revogada pelo Senado em 2011! Por que? http://www.valor.com.br/politica/3330542/stf-derruba-exigencia-de-impressao-dos-votos-eletronicos

“Em CINCO MINUTOS foi possível identificar que o código responsável por embaralhar os votos na urna é inseguro HÁ 17 ANOS (é um código padrão, INFANTIL)”. Prof. Diego Aranha (15/10/2013). http://youtu.be/5NAQbIJHh3c

O atual presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) foi advogado de um dos partidos concorrendo à presidência. http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/ex-advogado-do-pt-toffoli-toma-posse-como-presidente-do-tse

Uma compilação tendenciosa, porém trazendo trechos bem interessantes. Vale a pena ver  tudo! http://youtu.be/ETsXgKhOSZk

Fórum do voto eletrônico – http://www.votoseguro.org

As fraudes eleitorais ocorrem no mundo todo e seria natural imaginar que podem ocorrer aqui também. Existem razoáveis evidências de que as eleições americanas de 2000 e 2004 foram fraudadas a favor de George Bush. Na Flórida em 2.000 (Al Gore teria sido o vencedor) e em Ohio em 2004 (John Kerry teria sido o vencedor). Um documentário da HBO “Hackeando a Democracia” realizado em 2006, mostra a fragilidade do meio eletrônico nas eleições presidenciais. http://youtu.be/kwGOyxiAA4c

O material sobre esse assunto é vasto e pode ser facilmente procurado no Google.

 

amor-ordem-progresso

e… onde estamos?

O primeiro Golpe Militar foi em Novembro de 1889 e levamos 5 anos para eleger o primeiro presidente da República. Em 64 a ideia também era essa, devolver a presidência em 66, porém… sempre tem um porém, levamos 25 anos (do Golpe) para eleger nosso presidente. A eleição ocorreu 6 dias após a queda do muro de Berlim. O vencedor foi o Collor… lembrando que em 85 foi eleito indiretamente o Tancredo Neves… porém, pois é porém… quem assumiu foi o Sarney. Vale também lembrar que em 1993 fizemos um plebiscito para definir se queríamos o regime Republicano ou Monarquista, regido por um sistema presidencialista ou parlamentarista. Foi somente em 1994 (30 anos depois) que o Brasil, na minha visão, começou a trilhar um novo rumo. “Porém”… os últimos anos foram muito tristes em relação as nossas riquezas. O meio ambiente foi agredido de uma maneira que entrará para a história como um dos piores momentos desse século. Quem está acompanhando de verdade o andamento das mudanças climáticas sabe do que estou falando. A questão da corrupção nunca esteve tão escancarada e sem qualquer pudor. A política está completamente desacreditada… o Rei está nú! O turismo poderia ser uma ótima fonte de recursos, mas nossos números são ridículos. Na educação estamos em 88º lugar no mundo.

O que podemos esperar para as eleições daqui a 6 meses? Um milagre? Já imaginou se o Fernando Henrique e a Marina Silva saíssem como candidatos à presidência. Sim teríamos uma esperança de um Brasil melhor! O que fazer em relação à Copa do Mundo? Deixar o coração livre e torcer para que o nosso verde-amarelo vença? Ou respirar fundo e agir de forma cívica para que o pão e circo não encubram os atuais mandos e desmandos? Como ficou a manifestação de junho de 2013? Ainda tem alguma brasa ardendo?

Hoje 1 de abril de 2014 estamos tirando dos baús os acontecimentos que ocorreram há 50 anos atrás e até hoje vivemos suas consequências. O primeiro período de 64 até o AI5 que em 68 instaurou a fase mais negra da nossa história e depois de 78 onde se iniciou um retorno lento à democracia. O que é Democracia? Quem realmente sabe o que é isso? Li um artigo interessante, apesar de tendencioso, na The Economist que tem como título: “O que deu errado com a Democracia?” http://econ.st/Oc1HZ9. Nos faz pensar, assim como varias leituras que estão pipocando nas livrarias. Acabo de ler o “Minha Vida de Terrorista” do Carlos Knapp que nos convida a uma viagem pelos 10 anos (69/79) em que se viu na clandestinidade do Regime Militar. Muito bom! São tantas histórias, tantos lados da história… Como será contada a história que estamos vivendo agora, daqui a 50 anos?

Alan Dubner

2F Jornalismo Ambiental

Promovido pelo Jornalismo Ambiental e a HSM Managment, o 2º Fórum de Jornalismo Ambiental é a oportunidade de dialogar com alguns dos principais jornalistas ligados a Sustentabilidade. Será transmitido ao vivo para jornalistas do país todo. Os temas serão os que estarão na pauta do dia além de uma reflexão sobre o “como estamos” e o papel da imprensa nesse movimento.

Participantes:

Christina Carvalho Pinto (Full Jazz e Mercado Ético)

Dal Marcondes (Envolverde)

Denis Russo Burgierman (Superinteressante)

Mara Mourão (Cineasta)

Mario Mantovani  (SOS mata Atlântica)

Paulina Chamorro (Rádio Estadão)

Ricardo Voltolini (Ideia Sustentável)

Mediador: Alan Dubner (5 Elementos)

Serviço:

2º Fórum de Jornalismo Ambiental

Dia 6 de novembro às 16h no auditório de Sustentabilidade na HSM EXPOMANAGEMENT

Transamérica Expo Center

Avenida Doutor Mário Vilas Boas Rodrigues, 387

Haverá transmissão ao vivo!

Facebook do evento

HSM EXPOMANAGEMENT

Jornalismo Ambiental

Deborah

artigo de Deborah Dubner (19/06/2013)

“A realidade está onde você coloca sua atenção” (Willian James)

Eu não sou uma pessoa que se empolga muito com manifestações de rua, porque prefiro agir de forma mais pacífica e direcionada. Já faço parte de um grande movimento de mudança pela paz, formado por pessoas do mundo todo que trabalham com as Danças Circulares Sagradas. Levamos as danças para crianças, jovens, adultos e idosos, em parques, praças, escolas, hospitais, instituições sociais e centenas de espaços. Esta é uma importante parcela de contribuição que posso oferecer ao mundo. Mas… as ruas chamaram. Os jovens chamaram. Meus filhos chamaram. E eu fui.

Tenho lido inúmeros textos, contra ou a favor, emocionados ou revoltados. Penso que cada pessoa, de acordo com seus valores e informações vai dar o seu colorido, desenhando uma grande mandala de opiniões e visões. Mas algo não pode ser ignorado ou negado: a força do coletivo. E é nesse ponto que eu gostaria de desenvolver esse texto. Apesar da falta de foco, apesar de ter começado com um objetivo que depois se amplificou, apesar da violência dos aproveitadores, apesar da divulgação da violência pela mídia (como sempre), apesar do risco de tudo isso mascarar e tirar o foco de decisões importantes que estão ocorrendo no Congresso, apesar de todos os pesares… Qual a colheita? Trago algumas reflexões para iniciar nosso pensamento compartilhado.

– Um basta à corrupção: Sabemos das roubalheiras, assistimos diariamente as notícias sobre desvios de dinheiro, e nos sentimos impotentes. Temos a sensação de que nada podemos fazer para mudar. O voto parece longe, e os candidatos em geral pouco inspiradores. Ver milhares de pessoas unidas mostra força. Não tenho dúvidas de que assustou quem está no poder. Deu corpo aos movimentos das redes sociais. Saiu do virtual (que é muito importante) e chegou às ruas. Os corruptos podem ignorar as redes sociais, mas não tem como ignorar uma multidão de pessoas por todo o Brasil.

– Um basta à manipulação da mídia: Assistimos pessoas da TV Globo tendo que cobrir o evento sem identificação. Quando poderíamos imaginar isso? As pessoas mostraram que não toleram mais uma mídia manipuladora, abusiva, tendenciosa. Não é só a Globo, mas ela representa o poder. A grande massa que está nas redes sociais está mostrando na rua o que acredita. E com tanta gente junta, não há como ignorar.

– O olhar do mundo: Os principais jornais, TVs e revistas do mundo noticiaram sobre o Brasil. A Internet está bombando. Brasileiros que moram fora, estrangeiros amigos de brasileiros, uma grande rede se formou. O mundo nos olha como um povo que se levantou para não aceitar mais a vergonha brasileira. Porque afinal, o Brasil tem muito valor, e quem é de fora sabe e admira. O mundo está vendo que o povo não aceita o que está acontecendo no Brasil. Isso expõe nossos políticos e com certeza não é bom pra eles.

– Perceber a importância do discernimento: Não é de agora que aprender a separar o joio do trigo nas redes sociais é uma tarefa difícil. Mas com tanta coisa acontecendo, eu vi muita gente indo atrás de mais informações, pesquisando, tentando entender para não propagar besteira. Um grande aprendizado!

– Esperança e mobilização dos jovens: Esta é uma das melhores colheitas: ver jovens na rua, sorrindo, emocionados, cantando, em plena atividade pacífica. Lindo de ver! Juventude tem que ter esperança, tem que querer e acreditar que pode mudar. O movimento trouxe este poderoso sentimento para milhares de jovens. Isso vale muito!

– União de vários segmentos e públicos: assistimos uma incrível mobilização por todo o Brasil. Advogados, médicos, enfermeiros, e outras tantas pessoas têm contribuído voluntariamente com o movimento. Cada um oferecendo o seu melhor, se preocupando, se ocupando para que tudo corra bem. Assistimos o cidadão se mobilizando para cuidar da segurança dos demais, para que o medo não seja maior do que a indignação. Lindo de ver.

– Sobre a violência: No mais… para quem viu tudo pela TV e achou que teve muita violência, aqui vai minha opinião: violência tem todo dia nas ruas. Mesmo quando não tem manifestação, o que a TV divulga? Violência!!! Então, é claro que vão continuar divulgando, afinal, eles são os caçadores de violência, e ouso dizer que são também os maiores propagadores desta violência. O que não tem na rua é união, a força do coletivo de forma pacífica. O que não tem nas ruas é o jovem esperançoso e de mãos dadas. E nestas manifestações, foi o que mais aconteceu. Foram milhares de pessoas pacíficas, contra uma pequena parcela de bandidos contratados para tumultuar. Não é porque não apareceu na TV que não ocorreu. É que a TV não mostra!!! Mas quem estava lá sabe como foi. Uma pessoa me disse que se sentiu mais segura dentro da manifestação do que sozinha nas ruas de São Paulo, porque lá estavam todos juntos, e se alguém começasse com violência, eles vaiavam e mandavam parar.

Há ainda muito aprendizado pelo caminho, e nem poderia ser diferente. Sim, é importante organização, foco, objetivos claros, liderança compartilhada. Mas o que estamos vivendo é sem dúvida um marco histórico importante, belo e poderoso. Que sirva de exemplo, que abra os olhos, que dê força para transformar. E principalmente, que traga para cada um de nós o espelho de quem somos, iluminando como podemos nos tornar pessoas melhores hoje e sempre.

Publicado no Itu.com.br

BRASIL num rumo novo!

muda

Tirei essa foto ontem (17/06) na Faria Lima.

Ela representa esperança, alegria, criatividade, beleza e PRESENÇA. Estamos rumando para uma nova consciência. Para exercer uma Nova Política!