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Archive for the ‘Nova Política’ Category

 

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e… onde estamos?

O primeiro Golpe Militar foi em Novembro de 1889 e levamos 5 anos para eleger o primeiro presidente da República. Em 64 a ideia também era essa, devolver a presidência em 66, porém… sempre tem um porém, levamos 25 anos (do Golpe) para eleger nosso presidente. A eleição ocorreu 6 dias após a queda do muro de Berlim. O vencedor foi o Collor… lembrando que em 85 foi eleito indiretamente o Tancredo Neves… porém, pois é porém… quem assumiu foi o Sarney. Vale também lembrar que em 1993 fizemos um plebiscito para definir se queríamos o regime Republicano ou Monarquista, regido por um sistema presidencialista ou parlamentarista. Foi somente em 1994 (30 anos depois) que o Brasil, na minha visão, começou a trilhar um novo rumo. “Porém”… os últimos anos foram muito tristes em relação as nossas riquezas. O meio ambiente foi agredido de uma maneira que entrará para a história como um dos piores momentos desse século. Quem está acompanhando de verdade o andamento das mudanças climáticas sabe do que estou falando. A questão da corrupção nunca esteve tão escancarada e sem qualquer pudor. A política está completamente desacreditada… o Rei está nú! O turismo poderia ser uma ótima fonte de recursos, mas nossos números são ridículos. Na educação estamos em 88º lugar no mundo.

O que podemos esperar para as eleições daqui a 6 meses? Um milagre? Já imaginou se o Fernando Henrique e a Marina Silva saíssem como candidatos à presidência. Sim teríamos uma esperança de um Brasil melhor! O que fazer em relação à Copa do Mundo? Deixar o coração livre e torcer para que o nosso verde-amarelo vença? Ou respirar fundo e agir de forma cívica para que o pão e circo não encubram os atuais mandos e desmandos? Como ficou a manifestação de junho de 2013? Ainda tem alguma brasa ardendo?

Hoje 1 de abril de 2014 estamos tirando dos baús os acontecimentos que ocorreram há 50 anos atrás e até hoje vivemos suas consequências. O primeiro período de 64 até o AI5 que em 68 instaurou a fase mais negra da nossa história e depois de 78 onde se iniciou um retorno lento à democracia. O que é Democracia? Quem realmente sabe o que é isso? Li um artigo interessante, apesar de tendencioso, na The Economist que tem como título: “O que deu errado com a Democracia?” http://econ.st/Oc1HZ9. Nos faz pensar, assim como varias leituras que estão pipocando nas livrarias. Acabo de ler o “Minha Vida de Terrorista” do Carlos Knapp que nos convida a uma viagem pelos 10 anos (69/79) em que se viu na clandestinidade do Regime Militar. Muito bom! São tantas histórias, tantos lados da história… Como será contada a história que estamos vivendo agora, daqui a 50 anos?

Alan Dubner

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Publicado na revista Canal RH em 24/09/2012

Durante muito tempo acreditei que a política era para os políticos e que os políticos não conseguiam se eleger sem se corromper. Claro que havia honrosas exceções, mas eram considerados ingênuos ou não passavam de um primeiro mandato. Com esse pensamento era muito simples o que me cabia fazer, ou seja… NADA! Obviamente isso não me impedia de reclamar constantemente das opções ridículas da maioria dos eleitores, votando em todo tipo de absurdo. Gestão pública era uma coisa séria e não fazia sentido eleger (com todo respeito) analfabetos, palhaços, criminosos, delinquentes, enganadores, corruptos, ladrões e todo tipo de adjetivos que não combinam com a respeitável imagem de um gestor público.

Essa minha miopia foi se dissolvendo conforme fui percebendo que o meu silêncio era pior do que os ruídos ensurdecedores dos políticos. Martin Luther King escreveu em abril de 1963, “Temos que nos arrepender, nessa geração, não apenas pelas palavras e ações de ódio das pessoas más, mas pelo silêncio assustador das pessoas boas.” Portanto o que assusta não é a corrupção escancarada dos maus políticos, mas o silêncio aterrador das pessoas boas.

Isso se expande para todas as áreas, acreditando que os responsáveis são sempre “os outros”. Educação é com a Escola. Saúde é com o Médico. Sustentabilidade é com as Empresas. Segurança é com a Polícia. Transito é com o Governo. Espiritualidade é com a Religião. Notícias são com a Globo. Alimentação é com os comerciantes. Catástrofes são com Deus. E por aí vai… Não há nada que eu possa fazer! Isso é assim mesmo!

Agora acredito que há muita coisa que eu possa fazer. Apesar do poder das políticas, dos diplomas, dos remédios, do dinheiro, das forças armadas, das leis, dos templos, das mídias, dos negócios e da natureza, tenho a responsabilidade de dar a minha contribuição. Por menor que seja.

Dessa vez não vou votar num candidato e sim num MOVIMENTO! Vou votar no Movimento que traz a Rede Nossa São Paulo, Ethos, SOS, IDS, Plataforma Sustentável e tantas outras entidades em busca de um governo com uma gestão sustentável, vou votar para vereador de São Paulo no Ricardo Young que representa essa Nova Política que acredito.

Será que precisamos nos conformar que a política não tem jeito? Será que tudo bem o desmatamento aumentar em 220% (segundo o DETER do INPE) no mês passado em relação ao mesmo período do ano passado? E o trânsito? Incentivar a indústria automobilística com recursos públicos é tudo bem? Estamos assistindo (ao vivo) a novela do Mensalão. Quanto custa o minuto na TV? Qual é o salário de um jogador de futebol? E de um professor? E de um médico?

Acredito na construção de um novo modelo e para isso é preciso eleger o Movimento com números espetaculares. Essa é a minha contribuição para dizer que não vou mais “fugir” da Política e da Eleição. A Nova Política é com todos nós!

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A difícil arte de compreender o incompreensível

Para começar a entender o que será a Rio + 20 é preciso fazer duas perguntas e depois uma escolha. Para que quero saber? Quanto estou disposto a aprender?  Simplificando! A primeira pergunta se refere a se você só quer se dar bem numa conversa casual ou se acredita que há valores que podem ser significativos para você. A segunda, a mais importante, define o tempo que você disponibilizará para obter essa aprendizagem.

O básico você já sabe. Trata-se de um evento que vai acontecer no Rio de Janeiro, 20 anos depois de outro que aconteceu em 1992, haverá feriado escolar (somente no Rio), tem tudo a ver com a ecologia, os hotéis estão cobrando 600 Euros por isso um monte de estrangeiros não vem mais, a presidente adiou a data por causa do aniversário de 60 anos da coroação da Rainha da Inglaterra, a agenda está bem confusa e deverá ter um monte de atividades paralelas.

Destrinchando um pouco mais a Rio + 20 é um importante marco para a Economia mundial. Claro que é também para a Educação, Saúde, Política, Meio Ambiente, Social e muito mais. Acontece que é no espaço econômico que as relações de equilíbrio vão ficar visíveis. Ou seja, a Rio + 20 é importante para qualquer pessoa que tenha alguma participação no mercado de trabalho e negócios. Claro que cada um pode e deve entrar em contato com aquilo que mais lhe diz respeito. O evento não é apenas a Rio + 20 oficial (promovido pela ONU), mas tem desde iniciativas parcialmente oficiais até completamente independentes. A Cúpula do Povos é o principal dos “não oficiais”.

Entre os muitos materiais que estão sendo produzidos destaco o texto da ONU, “Povos Resilientes, Planeta Resiliente – Um Futuro digno de Escolha” que seria a evolução do “Nosso Futuro Comum”  (Relatório Brundtland – 1987). Tem muita coisa interessante e importante de ser “visitado” para se entender um pouco melhor os caminhos da SUSTENTABILIDADE. Seguem algumas sugestões para, apenas, começar essa jornada.

Textos em pdf:

Guia da Rio + 20 lançamento do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS)

Entendendo a Rio + 20 do Vitae Civilis

Povos Resilientes, Planeta Resiliente: um Futuro Digno de EscolhaRelatório do Painel de Alto Nível do Secretário-Geral das Nações Unidas sobre Sustentabilidade Global (2012)

Sites informativos:

Cúpula dos Povos

Rio + 20 (ONU)

Rio+20 (Vitae Civilis)

Vídeos:

Rosquinha (Aron Blinky)

A História das Coisas

Florestas e Homens

Filha do David Suzuki na Eco 92

Textos básicos:

Carta da Terra

Agenda 21

Metas do Milênio

Triple Bottom Line

Relatório Brundtland

Pacto Global

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O novo encontro da Nova Política com a Marina Silva, em 27/10/2011, promovido pelo IDS (Instituto Democracia e Sustentabilidade) com o tema Política 2.0 foi uma afirmação de que as Eleições de 2012 terão as mídias sociais como importante fator de decisão. Ricardo Young abriu o evento com uma fala forte de estamos vivendo um momento histórico. Fez uma retrospectiva e abriu para a divulgação da pesquisa “Política Cidadã” deu o pano de fundo para o debate mediado pelo Ricardo Abramovay com a presença da Carla Mayumi que trouxe ótimos elementos da pesquisa “Sonho Brasileiro” realizados com jovens para entender como “enxergam” o país e sua atuação no futuro; Giuseppe Cocco que trouxe elementos sobre o papel da corrupção e suas relações com a política e a sempre inspiradora Marina Silva que simboliza a possibilidade dessa Nova Política. Foram também convidados a entrar com 5 minutos no debate Eduardo Rombauer, Oded Grajew, Chico Whitaker, Ladislau Dowbor e outros que deram boas contribuições. Mais um passo foi dado rumo à Nova Política. Estamos fazendo história! Perguntou-se muito sobre o “como” podemos agir… vejam o depoimento final da Marina Silva. Desculpem acabou a bateria nos últimos 30 segundos de sua fala. Vamos à NOVA POLÍTICA!

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Nova Política

foto: Alan Dubner

Participei, sentado na primeira fileira, do evento “Nova Política” da tarde do dia 7 de Julho. Foi um momento histórico onde se inaugura uma nova forma de se fazer política e influenciar na gestão pública. Trata-se de todos nós participando com uma semente que se tornará uma bela floresta em breve. Foi um prazer ver, ouvir e sentir a genuína dignidade de SER humano da Marina Silva. Foi reconfortante ver o Guilherme Leal voltando à cena desde as eleições, ele que é provavelmente um dos principais preservadores da natureza brasileira. Ricardo Young mostrando a vitalidade dessa Nova Política. O Eduardo Rombauer, do Movimento Marina Silva, dando um forte depoimento de inclusão. Alfredo Sirkis deixando claro que havia uma combinação que não foi cumprida pelo Partido Verde com a Marina. O delicioso (me desculpem por esse adjetivo) Oded Grajew marcando sua importante presença. O Maurício Brusadin estava inspiradíssimo e conduziu com muita habilidade esse momento de tensão e descontração simultâneos. Muito mais gente depositou a semente da Nova Política nessa terra fértil. Teremos muito que o que falar e fazer por um bom tempo. Estou nessa de corpo e alma!
Veja os vídeos no http://vimeo.com/album/1655876

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42% dos eleitores não votaram nem na Dilma e nem no Serra. Eles definirão os resultados para o segundo turno!

Eu tinha certeza que as mídias sociais definiriam as eleições deste ano. Errei feio! O que aconteceu? Seria fácil tentar achar alguma desculpa “esfarrapada” de que o Brasileiro não está pronto (porque ainda vota em Tiririca) ou de que os institutos de pesquisa ainda conseguem induzir o eleitorado para o lado de suas “previsões” (profecias auto-realizadas). Mas a verdade é que fomos incompetentes em formar redes que liderassem esses movimentos nas mídias sociais. Não estou tirando o mérito das centenas de iniciativas que fizeram a Marina Silva ser a estrela dessa eleição. Estou apenas me referindo ao tempo (timing) que seria necessário para que a tivessem conduzido ao segundo turno. Impossível apressar as sementes! Elas deveriam ter sido plantadas, com a motivação dos últimos 60 dias, no ano passado para obterem seus frutos nesse ano. Já pensaram o que seria ter a Marina no segundo turno? O importante é que essas sementes ainda estão germinando e produzindo florestas. Acredito num Brasil melhor liderado por seus cidadãos! Essas eleições estão sendo o primeiro passo de um movimento (sem volta) que vai renovar os políticos e suas instituições. Uma Nova Política!

Tenho certeza que mesmo àqueles que deixaram de votar no que seu coração dizia para escolher racionalmente (ou irracionalmente) um candidato mais “vantajoso”, deve estar revendo seus valores internos. Deve estar até revendo a sua “matemática” por ter, ingenuamente, acreditado no voto útil.  Teve até quem chegasse a dizer, por total falta de informação, que o vice da Marina era um “capitalista selvagem” (recomendo matéria do Marcos Sá Corrêa na revista Piauí de Setembro). A festa é da Marina Silva e daqueles que acreditaram num movimento e não num candidato. O Brasil é governado por muitas pessoas, grupos e instituições. Será cada vez mais governado pelo cidadão. Já começou!

Entenda os números do resultado das eleições desse ano. O Brasil tem 135.804.433 eleitores, dos quais 35,08% votaram na Dilma; 26,76 % não votaram em ninguém; 24,39% votaram no Serra; 14,46% na Marina e menos de 1% nos outros 6 candidatos.

O que isso quer dizer? Estamos em busca de uma Nova Política?

Desmembrando os números:

135.804.433 total de eleitores

Lembrando que estamos falando de uma população total de mais de 192 milhões de habitantes.

24.607.571 abstenções 18,12%

3.479.255 brancos 3,13%

6.123.858 nulos 5,51%

Ou seja a maioria dos 26,76% de eleitores Brasileiros escolheram não votar em algum candidato para a presidência!

47.649.079 votaram na Dilma  35,08% dos eleitores (46,91% dos votos válidos)        

33.130.514 votaram no Serra 24,39% dos eleitores (32,61% dos votos válidos)        

19.636.000 votaram na Marina 14,46% dos eleitores (19, 33% dos votos válidos)        

     886.800 votaram no Plinio 0,65% dos eleitores ( 0,87% dos votos válidos)        

     283.253  votaram nos outros 5 candidatos 0,21% dos eleitores ( 0,28% dos votos válidos)    

Tudo isso para dizer que estamos falando de um contingente de eleitores que irá decidir o segundo turno. Trata-se de 42,08% que pode votar ou não em um dos candidatos.

Temos mais 27 dias para nos MOVIMENTAR!!!

Boa sorte à todos nós, ao Brasil e ao planeta!

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obama1O novo presidente dos EUA, Barack Obama, foi eleito pela Internet. Essa é uma afirmação fácil de fazer se levarmos em consideração o que aconteceria se a Internet não existisse: ele não teria chance alguma de vencer a Hillary Clinton e se tornar o candidato democrata.
Obama liderou um movimento enquanto McCain uma campanha. Obama teve adeptos enquanto McCain eleitores. Elegeu-se um movimento!
Obama teve sua trajetória marcada pela habilidade de costurar as redes sociais. Ele contou com um time de consultores com diferentes especialidades em mídia social que arquitetaram um movimento nunca antes visto para eleger um presidente. Enquanto os marketeiros da campanha da Hillary ignoravam Obama (ele não aparecia no radar), ele ia fazendo micro coalizões e envolvendo seguidores dessas idéias. Quando ele ficou visível já era tarde demais para tentar reverter. A grande vantagem das mídias sociais é a invisibilidade inicial, que permite ajustar as idéias à um público maior.
Foi uma vitória histórica que mudou para sempre o cenário das eleições nos EUA. A última vez que essa revolução ocorreu, nos EUA, foi em 1952 em que Eisenhower usou um meio totalmente desacreditado por parecer elitizado, que não tinha muitos adeptos (assim como se pensa ainda hoje sobre a Internet): a TV! Hoje parece óbvia a importância da TV mas naquela época foi totalmente desconsiderada por ser um produto das classes A e B+. Esse engano custou a eleição tida como certa de Adlai Stevenson, democrata indicado pelo então poderoso presidente, Harry Truman. Eisenhower era um herói de guerra popular, mas ridicularizado quando os Republicanos lançaram sua candidatura. A TV elegeu e reelegeu Eisenhower e depois as campanhas (Era Kennedy) foram centradas nesse meio de comunicação.
A partir de agora acabou a era da TV e está entrando a era da Internet na política mundial. Canadá foi a percussora desse movimento em 2006, agora os EUA e no Brasil será assim na próxima eleição. A TV não elegerá o nosso próximo presidente como foi nas últimas eleições… a Internet o fará! Quando falamos de Internet estamos nos referindo à Mídia Social da chamada Web 2.0. A maioria dos políticos não tem idéia do que isso apesar de acreditarem que sabem. A questão é que estão sendo orientados por profissionais que também não sabem como isso funciona. Estamos no estado da arte desse processo e só após as eleições de 2010 ficará mais claro quem conhece de quem diz que conhece. Quem “viver” verá!
O jornalismo 2.0 tem um papel importante nesse processo e também ainda sendo mal interpretado. Enquanto vemos discussões localizadas entre, por exemplo, papel e bits, jornalistas e blogueiros, formados e não formados estamos perdendo o principal cenário que é qual o novo papel do jornalismo como um todo. A questão principal é que a mídia social está revolucionando o jornalismo. O 1º Encontro do Jornalismo 2.0 será um momento importante de discussão dos rumos desse novo jornalismo. O encontro será no dia 28 de novembro em Itu/SP. Mais informações no site do evento (www.jornalismo20.com.br).

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Eu sempre acreditei que era melhor não me meter em política. Desde que era estudante na FGV, tendo professores como Bresser Pereira, Eduardo Suplicy, Vilmar Faria entre outras fortes personalidades do meio sócio-político, aprendi que a questão era muito mais uma luta pelo poder do que pelas idéias. Historicamente, a humanidade sempre foi assim. Portanto, escolhi trilhar os caminhos do “pensar fora da caixa”, do alternativo, do social e principalmente da busca interior. Quanto à política, nem pensar!

 

No início desse ano a política veio ao meu encontro. O meu trabalho com tecnologia da informação e Web 2.0, que atende pelo nome de “Mídias Sociais” se tornou o grande foco de notícias depois que um ilustre desconhecido teve a petulância de concorrer, nos EUA, com o clã Clinton e… venceu! Como ele fez esse milagre? Sua resposta foi muito simples: mídia social (social media). Da noite para o dia, nomes como Google, Blog, Youtube, Orkut, Twitter, Facebook, Myspace, Second Life, Linkedin, Digg, Ning, Flickr, MSN, Skype, Plaxo e tantos outros deixaram de ser apenas endereços de entretenimento para se tornarem poderosos formadores de opinião.

 

O que me deixa muito animado é que a política vai se transformar de uma maneira bem mais sadia, transparente e com a constante participação do cidadão. O perfil do político também vai mudar e provavelmente teremos nomes de pessoas que não queriam fazer parte desse modelo político atual.

 

Minha primeira palestra sobre o tema foi em maio, num evento de Mídia Social promovido pela revista Bites. De lá para cá foram várias palestras, entre elas a CONIP, Eleições 2.0, INTEROP, entrevistas na Isto É Dinheiro e no IDG.

 

A Nova Política será feita por candidatos que, após vencerem, continuarão a contar com o apoio dos cidadãos de sua localidade. Mais do que isso, estarão interagindo o tempo todo com eles para realmente atuar em seus nomes. Não é maravilhoso? Você vota num candidato e continua acompanhando e interagindo com o seu mandato. A mídia social vai permitir que haja constantes trocas de idéias, discussões, pesquisas de opinião, fóruns e até mesmo votações para determinados assuntos. Plebiscitos on-line! Isso vai acontecer!

  

Em Itu, só conheço um candidato buscando trabalhar nesse formato. Ele tem se cercado de muitas pessoas, eu inclusive, com diferentes conhecimentos para criar essa rede de apoio nas diferentes áreas de atuação. Não será apenas um vereador na Câmara, mas um representante de uma comunidade, cada vez maior, de cidadãos interessados em participar das decisões da cidade. Isso é novo!

 

Não estaremos votando apenas no candidato, mas num movimento por uma maior transparência e participação colaborativa de quem quiser. Se esse formato for eleito, daqui a 4 anos todos os candidatos terão que agir assim para serem eleitos. Que mudança importante!

 

Sabemos que tem boas pessoas se candidatando, eu mesmo conheço algumas, mas estamos elegendo uma Nova Política e não apenas um determinado candidato. Estamos escolhendo um formato diferente do que existe hoje. Não agüentamos mais ver tantos escândalos e corrupção no noticiário. Por isso, candidatos “bizarros” conseguem se eleger. É um voto de protesto. Fiquei com vergonha, em 2004, quando o programa Fantástico colocou Itu junto com outras cidades (que eu nunca tinha ouvido falar) que elegeram personagens folclóricos. Neste fim de semana passei pelas ruas e vi bandeiras, carreatas, homens-sanduíche, carros e bicicletas de som e tentei explicar para o meu filho (9) o significado daquilo. Os nomes não ajudam, tem cada nome estranho! Foi difícil explicar o inexplicável!

 

Bom voto!

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Tenho certeza que a Internet vai definir as eleições de 2010, terá alguma influência na de 2008 e as campanhas nunca mais serão as mesmas. O que está acontecendo nas eleições 2008 dos EUA acontecerá na nossa em 2010. Lá, um “azarão” sem chances numa campanha tradicional mudou o jogo e conseguiu uma façanha inédita.

 

O autor do excelente livro “The First Campaign”, Garrett Graff, compara essa revolução nas eleições americanas com a de 1952 em que Eisenhower usou um meio totalmente desacreditado por parecer elitizado, que não tinha muitos adeptos (assim como se pensa ainda hoje sobre a Internet): a TV. Dois anos depois 10.000 americanos, por dia, compravam sua primeira TV. Em 1956, quando ele se reelegeu, 75% dos lares tinham TV. As campanhas políticas nunca mais foram as mesmas nos EUA.

 

Agora é a Internet que está definindo o rumo dessa eleição e as campanhas nunca mais serão as mesmas. No Brasil isso vai acontecer na eleição de 2010, que começa em outubro de 2008. Aqueles que não começarem nessa época, terão poucas chances. Ao invés das grandes redes de mídia definirem o que as pessoas vão ver, as próprias pessoas vão gerar conteúdo para outras verem. As histórias que a grande imprensa consegue dominar irão, pouco a pouco, perder o controle para o cidadão comum. Hoje ainda é possível fazer do caso Isabela a novela do momento e encobrir uma grande quantidade de outras histórias que poderiam também estar na pauta. Mas isso será por pouco tempo.

 

O Pangea Day, um dos melhores movimentos internacionais desse primeiro semestre, teve uma divulgação quase nula, sendo que o Brasil foi um dos 6 países escolhidos para participar. Fiquei impressionado! Se você não sabe o que foi isso, você está entre os que ainda são pautados pela grande mídia. Mas em pouco mais de 1 ano será impossível viver assim. Seu celular, seu browser ou seu pda estará lendo e enviando posts, twitters, sms, qrcodes, rss, gis, gps do seu interesse, mesmo que você não saiba o que significa isso. Na prática, você estará conectado com uma rede colaborativa que o ajudará a encontrar caminhos, descontos, conteúdo, bem estar e principalmente relacionamentos.

 

Os políticos que não perceberem que o mundo mudou tomarão um susto ao verem completos desconhecidos receberem quantidades impressionantes de votos. Talvez chamarão essa sensação de efeito Hillary. Mas o mais importante não é a mudança do formato da campanha, mas sim a mudança do perfil do político e da política. Teremos gestores públicos que serão monitorados pelo seu eleitorado durante o mandato. Teremos representantes que farão plebiscitos on-line a cada decisão a ser tomada por um grupo de participantes com interesses naquele assunto. Estamos diante de uma nova era para a política, para os políticos e principalmente para os cidadãos.

 

A diferença entre a web 1.0 e a 2.0 é simples. Na primeira, o conteúdo é produzido por um e distribuído para muitos (assim como nas mídias tradicionais). Na segunda, o conteúdo é produzido por muitos e distribuído para muitos. Portanto, a ação de uma única pessoa pode, com a colaboração de muitos, se tornar um sucesso através de uma reação em cadeia na comunicação. Este é o princípio!

 

A semente desse movimento começou nos EUA, em janeiro de 1998 quando a revista Newsweek decidiu não publicar a matéria sobre o escândalo sexual de Bill Clinton com uma estagiária da Casa Branca (Monica Lewinsky). No entanto, um site de fofocas chamado Drudge Report, do jornalista Matt Drudge, publicou (ou postou) essa informação e gerou uma cadeia de eventos com um final que conhecemos bem. Dali em diante, nós podemos colecionar centenas de casos em que um único individuo consegue revelar uma informação que transforma o ambiente. Desde a descoberta das fraudes nas fotos da Reuters, até as falsas informações de um importante jornalista do Times que abalaram o mundo do jornalismo.   

 

O caso Obama é sem dúvida o pivô dos holofotes em mídia social. Ele mesmo foi prejudicado pela ação de cidadãos em pelo menos dois casos. O do pastor (amplamente conhecido) e a da Mayhill Folwer, uma senhora de 60 anos e colaboradora do site Huffington Post, que convida o cidadão a ser jornalista. Ela conseguiu, com um simples gravador, levar (em abril) a popularidade de Obama ao nível mais baixo de sua campanha. Dois meses depois essa mesma senhora conseguiu tirar Bill Clinton do sério e gravar sua resposta ofendendo um jornalista da revista Vanity Fair… ele teve que se desculpar publicamente. Pois é, estamos entrando na era em que todo mundo pode ser um jornalista de plantão e tem o poder de alterar o rumo de uma campanha e muito mais.

 

Sou otimista em acreditar que teremos uma Nova Política muito mais transparente, colaborativa e voltada ao coletivo. Isso graças a Mídia Social! E o que é isso na prática? Em primeiro lugar, é preciso desmistificar a questão tecnológica. É claro que estamos vivenciando esse estágio graças aos avanços da conectividade e suas ferramentas de comunicação. Mas o fundamental é a atitude em relação a isso. Não adianta uma empresa ou um candidato fazer um site, alguns blogs, postar vídeos no Youtube, fotos no Flickr, um avatar no Second Life ou uma comunidade no Ning.

 

A grande miopia é contratar algum programador ou profissional de TI (Tecnologia da Informação) quando na verdade deveria estar chamando profissionais que entendam como formar grupos, desenvolver idéias que mobilizam, criar um contexto para a aprendizagem, agregar times multidisciplinares com experiência em ambientes digitais. Lamentavelmente, por ainda estar no estado da arte, a Mídia Social tem poucos que realmente a conhecem e muitos que dizem conhecê-lá. Esses próximos 2 anos serão decisivos para se fazer a escolha certa do profissional e avaliar o retorno.

 

Em 2008, está sendo difícil saber quem é quem. Basta ver algumas iniciativas que resultam em nada. Em 2009 haverá uma corrida em busca desses profissionais e acredito que teremos algo em torno de 20% de bons resultados. Acredito que 80% dos que pensam estar comprando ações em Mídia Social perceberão que compraram na verdade o “mico”. Em 2010, os preços desses serviços vão subir muito para aqueles poucos que comprovaram sua eficácia. Somente em 2011 esse know-how estará plenamente dominado e o mercado ficará estável com valores mais justos. Nesses 2 anos haverá uma grande “troca de cadeiras”, principalmente na política, no jornalismo e na educação.

 

Estamos falando de “contadores de histórias”, no qual as pessoas não estão apenas ouvindo essas histórias… mas participando delas. Essa é uma face da poderosa mídia social. Muitas dessas histórias chegam à mídia tradicional e ficam mais conhecidas, como o caso de um celular perdido num táxi, que mobilizou a cidade de Nova York e até saiu na capa do New York Times. Vale a pena ler sobre os detalhes dessa história para se ter uma idéia de como acontece na prática (www.evanwashere.com/StolenSidekick).

 

Em Montreal, Canadá, um rapaz de 26 anos conseguiu a façanha de trocar um clips por uma casa em apenas 14 negociações. Nos EUA, um celular foi responsável pela maior queda de ações da KFC-Taco Bell quando gravou a presença de ratos numa lanchonete do grupo. Em pouco tempo essas histórias e seus contadores se tornarão cada vez mais comuns. Imagine isso aplicado à política e aos políticos. As histórias não só vão ultrapassar as páginas dos jornais ou telas de TVs, mas farão de cada cidadão um participante ativo da História.

 

Que venham as eleições 2.0!


Alan Dubner
é diretor da Cybermind Comunicação Interativa, especializado em Marketing Digital, Pesquisa Digital e Internet.

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